Mostrando postagens com marcador doença. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador doença. Mostrar todas as postagens

domingo, 27 de outubro de 2013

Contra o câncer de mama em cadelas

Pessoal de São Paulo e região, corram que ainda dá tempo de participar da 2º Campanha  de prevenção do câncer de mama em cadelas!
  O evento acontece dia 27 de outubro das 8 as 18 horas no Parque do Ibirapuera, em frente a ponte de ferro.
Nessa campanha os donos são ensinados a realizar o exame de toque (palpação) das mamas e identificar alterações sugestivas de tumor, como o aumento de volume, vermelhidão e etc.
Na primeira campanha foram atendidos 130 cadelas e 10% destas tinham alguma manifestação do tumor, evidenciando a importância da conscientização e treinamento dos proprietários de fêmeas para a prevenção desse tipo de câncer que não só é muito comum mas também é grande causa de mortalidade de cadelas, a exemplo do que acontece com o câncer de mama em mulheres.
Realização: clínica veterinária Onco Cane com o apoio da Farmaclass Delivery Medicamentos Oncológicos Veterinários


Como prevenir a doença?
A castração precoce das fêmeas ainda tem sido a recomendação para a prevenção dessa doença, além disso, o exame de toque e avaliação periódica das cadelas é de grande importância.
Uma vez que já existe o nódulo (ou nódulos) deve- se proceder o diagnóstico citológico e histopatológico de todos os nódulos para avaliar a malignidade do tumor e assim decidir pelo melhor tratamento.
De forma bastante simplificada, já que a minha intenção é apenas conscientização do público geral, a recomendação é a cirurgia com a retirada das mamas, muitas vezes retira-se a cadeia toda e inclusive os linfonodos, porém cada caso é um caso que deve ser avaliado por um Médico veterinário!
A maioria dos tumores de mama em cadelas aqui no Brasil são malignos, ou seja, têm grande chance de ocorrer metástases, portanto esse tipo de tumor não deve ser ignorado, já que quando diagnosticado precocimente as chances de cura são muito melhores.
Referências

BRODEY, R.S., GOLDSCHMIDT, M.H., ROSEL, J.R. Canine mammary gland neoplasms. J Am Anim Hosp, v. 19,p.61- 90,1983.         [ Links ]
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-84781998000100016&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt
Em homenagem a Xeli!
 Quem acompanha o blog sabe que a Xeli, minha cadelinha teckel morreu  decorrente de complicações desse tumor.
Se soubessemos antes, acredito que muita coisa teria sido diferente.

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Raiva e vacinação


http://jornalmaisnoticias.com.br/wp-content/uploads/2011/04/site64.jpg




Olá queridos leitores,
Como andam as carteirinhas de vacinação dos seus pets?
hoje eu vim falar sobre a Raiva, que é uma doença de grande importância em saúde pública e animal.
Você sabia que no mundo todo de 50 mil a 70 mil pessoas morrem por ano decorrentes de Raiva? e que existem apenas 6 relatos de pessoas que sobreviveram a doença após a manifestação dos sintomas?

A raiva é uma doença causada por um vírus, todos os maníferos são susceptíveis, destacando aqui o cão, gato, morcegos e humanos e a maneira mais comum de ser transmitido de um indíviduo a outro é por mordedura ou arranhadura.
Como o vírus tem preferência pelo sistema nervoso central este causa, entre outros sinais, alteração de comportamento, muitas vezes levando a agressividade, por isso do nome da doença. É interessante notar que é essa agressividade que leva o animal a muitas vezes morder e arranhar transmitindo a doença a outros indivíduos.
Os morcegos hematófagos, aqueles que se alimentam de sangue, são os principais responsáveis pelos casos em  bovinos e em equinos, já nos casos humanos os mais importantes transmissores são os cães.
Tendo em vista que a raiva não tem cura, a melhor maneira de nos prevenirmos da doença é através da vacinação em massa de cães e gatos, protegendo assim também os casos humanos.
Estaremos realizando vacinação contra a raiva nas cidades de Lençois Paulista, dia 31 de agosto e Botucatu, de 9 a 13 de agosto.
A vacinação deve ser feita anualmente em todos os cães e gatos apartir de 3 meses de idade, podem ser vacinados inclusive cadelas prenhas e lactantes (aquelas que estão amamentando).
A vacina não costuma causar reações adversas e não há contra indicações.





terça-feira, 5 de março de 2013

Rodízio e Quarto ano

Oláaa queridos leitores!
Admito que andei sumida, mas tem bons motivos, juro!
     A culpada, como sempre, se chama Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ), mas o problema não são as provas, não é nem a minha Iniciação científica ou o Grupo de estudos de zoonoses que eu tenho participado, nãão, o problema mesmo são os rodízios do quarto ano, vou explicar!
     Querido leitor, eu já estou no quarto ano, como o tempo passa! eu comecei o blog quando eu estava no comeciinho do segundo ano! dois anos de blog!!! =D
       No quarto ano da unesp de Botucatu nos temos aulas de manha e a tarde temos rodízios, onde a turma se divide em grupos e cada um passa um período nos diversos departamentos do Hospital Veterinário (HV), ou seja, passamos pela clínica de pequenos animais, clínica de grandes, cirurgia de pequenos, de grandes, moléstias infecciosas, laboratório clínico e etc, são muitos lugares e memória é pouca!
       Durante esse período em que ficamos nos departamentos, acompanhamos ao máximo a rotina, finalmente colocamos a mão na massa de verdade!
aaah como eu esperei por esse momento! huahua
Nesse período a minha turma de rodízio (turma B!) está na cirurgia de pequenos animais, o rodízio mais pesado de todos. Nós podemos até ter menos aulas, o que é ótimo por que 4 horas de aula de manha e mais 4 a tarde é de matar!, mas  o cansaço é grande, principalmente por que nem sempre temos horário de sair do hospital. Outro dia cheguei em casa as 21 horas depois de uma cirurgia para retirada de fecaloma que atrasou muito e deu nisso, e o que eu mais queria era a minha cama.
Calma, a gente não faz as cirurgias! quando estamos no centro cirúrgico no máximo nós auxiliamos os residentes e fazemos procedimentos simples, e no ambulatório nós chamamos os animais, fazemos a anamnese e exame clínico, depois chamamos o residente. Super divertido!
O nosso próximo rodízio vai ser no departamento de Moléstias infecciosas, já estou me preparando para altas emoções!
vou começar desde já pedindo, por favor, vacinem seus cães!! muuitos proprietários não sabem disso, mas anualmente temos que vacinar todos os nossos cães com a vacina V10 (ou V8) E a vacina antirábica, todo mundo lembra da raiva, mas pouca gente lembra da V10 e ela é muito importante.   Outra coisa, façam controle de carrapatos, nós pegamos vários casos de suspeita de erlichiose (doença do carrapato), e atentem para sinais de apatia e mucosas pálidas.
Vou aproveitar para divulgar o novo curso do GEZOSP (grupo de estudos de zoonoses e saúde pública), vai ser imperdível! ótimos palestrantes e tema super atual.

 













Ai que saudade do Xeli!!
 sonhei com ela esses dias!  



sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Winter nose

Dia 1/12 o Simba fez 5 anos!
Caramba, como o tempo passa rápido!
Acho que a partir desse ano vou parar de contar a idade dele... huahua
Estudante de veterinário é tudo maluco, qualquer coisinha diferente nós já achamos que é alguma doença X  cabeluda.
Na aula de clínicas outro dia, o professor estava falando sobre doenças autoimunes que começam com despigmentação, daí eu lembrei que o focinho do Simba está ficando meio rosinha, coisa que eu nunca nem tinha dado bola, achei que era o sol, sei lá!
daí eu comecei a me mexer na cadeira, afinal, é claro que o destino me fez assistir essa aula nesse momento, preciso levá-lo imediatamente para fazer exames! 
nada a ver, provavelmente é só um "winter nose" ou "Snow nose" que é uma despigmentação de algumas partes do nariz em meses mais frios.
Fiquei surpresa quando procurei fotos e vi váários narizinhos parcialmente rosas de Goldens e Labradores!
Ninguém sabe ao certo a origem, mas nada para se preocupar, a pigmentação volta em partes no verão, do Simba não deve voltar mais por que estamos longe de passar frio e o narizinho continua rosa.
Até onde se sabe é apenas uma questão estética, aparentemente os cães podem ser desclassificados em competições de beleza.
Li sobre bons resultados com suplementação de vitamina D e C ou até vitamina E. 
Se eu resolver tratar eu conto pra vocês se resolveu!


Deu pra reparar a diferença? antes era preto e agora está meio rosinha na parte superior principalmente.
E vocês, já notaram alguma coisa do tipo nos narizes de vossos cães??

sábado, 1 de dezembro de 2012

Radiografia é legal!

Olá!!
já estava com saudades de escrever aqui!
final de semestre é sempre uma loucura mas ainda bem que eu estudo coisas que me interessam (as vezes nem tanto, mas deixa pra lá! huahua), ontem tivemos uma prova de radiologia e as vezes aparecem umas coisas inusitadas pra deixar o dia mais interessante!

O que será que passou na cabeça desse cachorro pra ele comer um anzol? vai saber! mas acho que depois dessa ele deve ter aprendido a não comer qualquer coisa no chão! hahah
Só pra explicar, tem um corpo estranho (anzol) retido no esôfago do cachorro, embaixo tem uma faixa mais escura (ou "radioluscente"), é a traquéia.

 Outra de esôfago, nessa foi administrado um contraste (bário) via oral e depois radiografaram para ver o esôfago, podemos ver que o contraste não preencheu todo o órgão, ele contornou uma estrutura aderida na parede, foi diagnosticado como uma neoplasia na região. PS. olha que legal os anéis da traqueia! nessa dá pra ver melhor do que na anterior.

Chega de esôfago, essa radiografia foi feita pra ver a coluna. Ai! não sei você, mas eu fiquei com dó desse cachorro, isso é uma luxação da quinta vértebra lombar.

Outra de Corpo estranho! dessa vez é em alças intestinais, provavelmente uma tampinha mais ou menos em piloro e talvez uma moeda no reto.


Uma diferente, acredite se quiser, nessa o estômago entrou dentro do esôfago, chama intussuscepção gastroesofágica. O que é mais branco é região de esôfago e essas "falhas de preenchimento" são a mucosa do estômago dentro do esofago.



















Desafio! quem sabe me dizer o que tem nessas imagens, quais as alterações, qual exame foi feito e de qual espécie?


Espero que tenha dado pra vocês entenderem as imagens, só comentei o que chama mais atenção mas se observarmos melhor tem outras alterações também.  Imagino que todas são provenientes do HV da Unesp.




segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Erliquiose

Oláa!
Estamos fazendo um trabalho para a matéria de Enfermidades Parasitárias onde tivemos que fazer uma apresentação sobre um assunto e coletar sangue e fezes de um animal para avaliarmos os níveis de proteína e fazer o exame copro parasitológico com os métodos de Faust e Willis
O meu grupo ficou encarregado de falar sobre Erliquiose, uma doença transmitida pelo carrapato e muitooo comum aqui em Botucatu, fiz um resuminho sobre Ehrlichia, espero que ajude algum estudante por ai ou proprietário curioso!


 Ehrlichiose
A Erliquiose  é uma doença causada por bactérias intracelulares coccus, da família Rickettsiaceae.
Essas bactérias parasitam células mononucleares de cães, e são transmitidas aos hospedeiros através da picada de carrapatos Rhipicephalus sanguineus infectados.
A transmissão para o carrapato é transtedial mas não transovariana,  as larvas e ninfas infectam-se ao fazer hematofagia em cães com riquetsemia. Os carrapatos só transmitem a infecção para o hospedeiro após muda para ninfas e adultos
Patogenia
As bactérias entram via corrente sanguínea e linfática em macrófagos e vão principalmente para fígado e baço onde fazem replicação por fissão binária. Os macrófagos disseminam a infecção para outros sistemas orgânicos.
O período de incubação é de 8- 20 dias.
Existem as fases aguda, sub clinica e crônica.
A fase aguda dura em média 2-4 semanas e se não for tratada pode evoluir para a fase sub clinica, nessa fase os cães podem continuar infectados  por meses ou anos, a persistência da infecção parece estar associada aos macrófagos esplênicos. Alguns animais podem se recuperar espontaneamente da infecção, outros progridem para a fase crônica e grave da doença, o prognóstico nessa fase é grave, muitos evoluem para a morte por hemorragia ou infecções secundárias.
Parece haver mecanismos imunológicos envolvidos, como a produção de anticorpos que se ligam a eritrócitos e plaquetas causando trombocitopenia. Outros mecanismos de diminuição de plaquetas são a diminuição da meia vida e aumento da destruição das plaquetas na fase aguda, já na fase crônica, há a diminuição da produção de plaquetas.
Pode ocorrer meningite e meningoencefalite associadas à infiltração de plasmócitos e monócitos e alteração perivascular.
A presença de imunocomplexos circulantes no soro leva a crer que existem manifestações patológicas mediadas por imunocomplexos.
Sinais clínicos
A raça Pastor alemão parece ser mais suscetível à infecção que as outras raças e apresentam maior mortalidade.
Não existe predileção etária.
Os sinais clínicos na fase aguda variam de discretos e inespecíficos e graves e potencialmente fatais.
Depressão, letargia , anorexia, paresia, taquipneia e perda de peso.
Linfadenomegalia, esplenomegalia, petéquias e equinoses cutâneas, epistaxe.
Vômitos e secreção óculonasal serosa ou purulenta, dispneia.
A fase crônica apresenta sinais semelhantes, porem mais graves.
Palidez de mucosas e emaciação, edema periférico, infertilidade e aborto.
Infecção secundária por bactérias como as causadoras de pneumonia.
Podem apresentar sinais oculares como conjuntivite e sinais neurológicos como ataxia, convulções, paresia atribuídos à meningite e menigoencefalite.
Diagnóstico
O diagnostico  pode ser feito a partir da anamnese e dos achados clínicos, patológicos e confirmados com a sorologia.
Encontramos E. canis em forma de mórulas intracitoplasmáticas em células mononucleadas.
O bioquímico revela hipoalbuminemia, hiperglobulinemia, aumento de AAT e FA.
O teste de anticorpoimunofluorescente indireto é o ensaio sorológico mais usado para o diagnostico de erliquiose.
É recomendado dois testes consecultivos em um intervalo de 1 a 2 semanas, se houver aumento de quatro vezes no título de anticorpos indica uma infecção ativa.
Também é possível fazer o diagnóstico com o teste de ELISA e PCR




Referência:   Esse livro aqui ->

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Cardiomiopatia Hipertrófica Felina


Esse é mais um dos folders que fizemos para divulgação dos testes diagnósticos feitos na Unesp, dessa vez o assunto é a Cardiomiopatia hipertrófica felina.

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Pra se pensar!

Uma coisa que me deixa muito triste são pessoas que compram um cão por impulso e depois percebem que ter um cão em casa não é tão fácil e lindo como aparece nos filmes, propagandas e etc.
 Não basta jogar ele no quintal e achar que ele vai se divertir sozinho, ou comprar outro cãozinho pra fazer companhia pro primeiro (pode ajudar, mas as vezes só dobra o problema!), ou comprar um cachorro de presente de natal pra uma criança e achar que ela vai cuidar direito do cachorro. 
Logo logo o filhote cresce, perde a graça e o cão fica em segundo plano, ninguém lembra de dar a atenção devida pra ele e é aí que se instalam os problemas comportamentais. 
São os latidos que não param, a hiperatividade, destruição da casa, agressividade e tantos outros comportamentos que levam a família a inventar uma desculpa esfarrapada pra "se livrar" do cachorro, como a clássica " Vamos nos mudar para um apartamento" ou "A família cresceu" coisas que são possíveis, na maior parte das vezes, de serem administradas e cão e família podem se adequar a nova situação.
Porém, muitas vezes, a família nunca teve o perfil para ter um animal de estimação, então é preferível que alguém mais bem adaptado adote o animal, isso pensando no bem estar de todos. 
A troca de família leva a um grande stress para o cão e poderia ser evitado com a instrução da pessoa que inicialmente adotou/ comprou o filhote, é importante que essa pessoa que quer adotar um animal esteja ciente das responsabilidades que estará trazendo para sua vida.
A começar com a raça do cão, a pessoa pode achar linda a raça x, porém cada uma tem a sua particularidade, uma pessoa sedentária, por exemplo, não deveria comprar um border collie, assim como uma pessoa muito ativa provavelmente se decepcionaria com um cão como o Basset hound. Então é importante a pesquisa prévia caso a pessoa queira um cão de raça. 
É importante também uma caminhada diária (ou mais!), um programa de adestramento básico (nem que sejam 15 minutos por dia), brincadeiras, atenção à saúde e cuidados com a higiene do animal.
Um cão inevitavelmente vai gerar custos, é importante analisar se a pessoa está disposta a arcar com gastos com ração, veterinário, acessórios como coleiras, guias, brinquedos e etc, medicamentos, banho e tosa dependendo da raça entre outros possíveis despesas como móveis e rodapés que um filhote e mesmo um cão adulto podem danificar.
Ter um cão em casa não é fácil, vão haver destruições, sujeiras, gastos e quando ele ficar velhinho vai ser triste e dispendioso tratar os problemas de saúde que inevitavelmente aparecerão. Por isso é necessário que a decisão por adotar um animal seja cuidadosamente pensada por todos os membros da família, para evitar tumultos, brigas e stress para seres humanos e cães.



segunda-feira, 25 de junho de 2012

Doença Renal Policística

Ai meu Deeus, essa vida de estudante me deixa sem tempo para postar aqui no blog!
mas eu não esqueci dele não! 
Já que eu estou mesmo bitolada na veterinária no momento, o assunto do dia vai ser a divulgação de teste genético para uma doença comum em gatos que é a Doença Renal Policísitica!
A minha nova "missão" para a iniciação científica, foi criar folders para divulgar algumas doenças que podem ter seu diagnóstico comprovado com o teste genético que o laboratório de Biologia Molecular da UNESP de Botucatu está oferecendo.
 Para isso tive que reaprender a mexer no photoshop ( finalmente!), ainda faltam mais três folders desses mas que já estão quase prontos.


domingo, 29 de abril de 2012

Reviravoltas e más notícias

Oi meus queridos leitores! 
Infelizmente eu não venho falar aqui sobre um assunto divertido, como eu gosto que sejam os assuntos do blog,
Hoje venho falar sobre um acontecimento muito triste.
A Xeli, minha cachorrinha, está com os membros pélvicos paralisados e por causa disso não está andando e está cada vez mais fraca.
Tudo começou em um fim de semana que eu notei que ela estava mais tristinha, talvez com dor (a Xeli nunca foi de demonstrar dor), fiquei preocupada mas achei que devia ser alguma dor em articulações, nada grave, voltei para Botucatu apenas com a pulga atrás da orelha.
Xeli aproveitando o sol 
Na próxima sexta feira eu cheguei em casa feliz por ter chegado mais cedo e com uma decisão, tinha conversado com a professora de cardiologia da faculdade e ela me deu esperanças para fazer a cirurgia para remoção dos tumores de mama da Xeli (ainda não tinha feito por causa do problema de coração da Xeli ,um sopro grau 5.)
Como de costume quando eu chego na sexta feira, chamei os cães, Simba veio correndo, mas a Xeli não vinha.
Chamei de novo e fui checar a escada, lá estava ela em um degrau olhando pro topo da escada e chorando, notei que algo estava errado e fui buscá-la.
Quando coloquei ela no chão da cozinha, não pude segurar as lágrimas, ela andava com muita dificuldade e descoordenada, caindo e levantando.
Por mim eu ia imediatamente no hospital, mas meus pais queriam esperar até de manhã, já era muito tarde, eu concordei e fui dormir com dor no coração.
No dia seguinte ela já estava pior, agora nem ficar de pé ela ficava, as perninhas já não tinham força.
A Veterinária examinou a Xeli e nos disse que provavelmente ela tinha uma hérnia de disco em toracolombar, o que foi parcialmente confirmado no raio X (havia uma alteração nessa região) foram feitas 3 doses de corticóide intravenoso.
Saímos de lá com uma lista de medicamentos pra comprar, Fortekor para o coração, Meticorten (corticóide), Omeprazol (protetor gástrico) e um analgésico opióide.
Deixamos ela em repouso na caixa de transporte e deitada em cobertas macias.
Ficamos o fim de semana todo preocupados com ela, no domingo infelizmente tive que ir para Botucatu e deixá-la aos cuidados dos meus pais em São Paulo.
Os membros pélvicos estavam flácidos, sem nenhum movimento, ela já não queria sair da casinha e com pouca dor profunda (até onde eu me lembre)
Passei uma semana difícil em Botucatu, tudo que eu queria era poder traze-la comigo, seria mais fácil cuidar dela aqui, com o HV do lado e acupuntura de sexta feira, infelizmente não podia ter animais no apartamento.
Procurei entrar em contato com a proprietária e expliquei a situação da Xeli, ela se sensibilizou e me permitiu leva-la por um mês e meio, já ajuda, mas eu só poderia trazer depois do feriado.
Próxima sexta, só piora, a Xeli já estava mais apática, perninhas atrofiando e estava desenvolvendo escaras de decúbito, pelo menos ela estava comendo e se sustentando nos membros torácicos.
Levamos de novo no veterinário, más notícias, ela já tinha perdido a dor profunda.
Agora, pouco adiantaria a cirurgia.
Talvez devessemos ter feito a cirurgia naquelas primeiras 48 horas, não sei porque não passamos pelo ortopedista, talvez estávamos confiando demais na acupuntura, infelizmente não achamos vagas para fazer, e na espera pela vaga demoramos de mais pra pedir o carrinho, e agora, apenas 3 semana depois do início, as coisas vão de mal a pior.
Quando cheguei em casa depois de outra semana tive um susto grande, a Xeli estava deitada, sem muita força pra se manter sentada, as escaras estavam bem piores e os músculos já muito atrofiados nas perninhas e no abdomem, estava magra e mais apática do que nunca, a urina está avermelhada, indicando uma cistite, quando cheguei ela estava comendo bife, hoje, nem bife, nem salsicha, nem nada.
Fizemos uma sopinha de carne pra ela e demos por seringa, a água também demos com seringa, acho que não está bebendo sozinha.
Não sei se ela tem força pra usar o carrinho, temos medo de pedir, demorar pra chegar e ela não poder mais usar mesmo.
Agora talvez seja fácil pensar no que eu devia ter feito, cirurgia, acupuntura quando a chance apareceu, mas hoje eu sinceramente me sinto sem direção. Mesmo com o intenso cuidado de todos da casa, nada o que fazemos parece ajudar de fato, coloca- la em cobertores macios não preveniu as escaras, nem a pomada, nem coloca la de pé sustentada por uma rede.
A frauda ajudou com a retenção de urina, mas não resolveu o problema, ela desenvolveu a cistite de todo jeito, e os remédios provavelmente prejudicaram a função renal e hepática, isso só vamos saber amanha, quando pegarmos os resultados dos exames.
Estamos todos sofrendo muito com a situação, nos parte o coração ver nossa amada cachorrinha sofrendo.
Tenho saudades de coisas simples como chegar em casa e ver ela me esperando na porta, ou ser surpreendida com uma porta aberta por um focinho enquanto estou estudando, ou o seu olhar pedindo alguma coisa. Sinto falta de como ela é inteligente.
Coisas simples, que só percebi como eram maravilhosas quando as perdi.
Vamos continuar a fazer de tudo para ajudá-la, amanha voltaremos para o veterinário, ela vai fazer acupuntura, vamos continuar procurando pra ela.
Outro dia me perguntaram o que eu queria de aniversário, sinceramente só desejo a saúde da minha cachorrinha, mas isso ninguém pode me dar, só mesmo Deus, se for da vontade Dele.
Me desculpem o assunto triste, mas as vezes a melhor coisa é desabafar.





segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Estágio na Clínica de Grandes Animais

Umas semana atrás eu aproveitei que estava de férias e fui, junto com minha amiga Pat, para Botucatu fazer estágio de vivência na clínica de Grandes Animais da faculdade.
A ideia foi me familiarizar com a medicina de equinos, pequenos e grandes ruminantes, já que eu estou, quase sem perceber, sempre focando em cão e gato na hora de escolher palestras, aulas optativas e estágios.
Isso acontece, com certeza, pela minha maior familiaridade com pequenos animais, afinal, eu sempre fui uma "garota de cidade grande". Então achei que seria bom abrir a minha mente para outras opções, mesmo porque eu sempre gostei muito de cavalo.
Nessa semana ficaram por volta de 8 animais internados, estava mais parado do que de costume uma vez que recentemente a clínica teve que fechar para equinos por consequência de um caso de Anemia Infecciosa Equina,    felizmente nenhum dos animais da faculdade contraiu a doença e a clínica pode reabrir.
Vou contar pra vocês como foi a casuística nessa semana baseado nas minhas pesquisas e nas explicações que os residentes e estagiários nos deram.
Os animais que eu acompanhei foram, uma cabra com anemia decorrente de verminose, um cavalo Quarto de Milha com suspeita de Mieloencefalite Protozoária Eqüina (EPM), uma égua com Púrpura Hemorrágica, uma égua Appaloosa com um potrinho, um mini horse com Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) , um bezerro Girolando, um cavalo com uma imunodeficiência característica do cavalo árabe, uma vaca com tumor na face e miíase e um PSI com apatia e claudicação (manqueira).
A cabra com verminose chamava Fofinha, achei legal o cuidado da proprietária que, mesmo sendo bastante carente, não polpou esforços pra levar a cabra pro hospital.
Por conta da verminose, Fofinha estava com as mucosas pálidas e com edema submandibular, tomou vermífugo e estava no hospital até que a contagem de Ovos por Fezes (O.P.G) caísse para pelo menos 200.
Agora começa as "video cassetadas"! eu e minha amiga não conseguíamos dar o medicamento via oral para ela, porque a fofinha babava tudo, no começo foi 10 pra cabra e 0 pras estagiárias! precisamos pegar o jeito de como conte-la para podermos colocar "guela à baixo" o conteúdo das seringas
O Quarto de Milha era um lindo garanhão chamado "Rey" e estava com incoordenação dos posteriores, a principal suspeita é EPM, uma doença parasitária (Sarcocystis neurona) transmitida aos cavalos por Gambás. Como os resultados dos exames são demorados, os residentes escolheram já começar o tratamento.
Mesmo sendo Garanhão, Rey era super calmo e conquistou todos da clínica. Estava sendo iniciado em apartação e ia competir no evento "Potro do Futuro", mas teve que interromper o treinamento por conta da incoordenação.
A égua de quase 20 anos chama Honey e é uma velha conhecida do hospital, estava com edema nos membros posteriores por conta de sua Púrpura Hemorrágica. Além disso o ar que ela respira passa diretamente pela traquéia através de um traqueotubo que nós limpávamos todos os dias.
Para diminuir o inchaço dos pés nós os duchávamos durante uns 15 minutos todos os dias, sinceramente não era muito agradável, mas no fim da semana o edema já estava bem melhor.
Na sexta feira a Honey caiu na baia, todos ficaram muito preocupados pois ela não conseguia se levantar, mesmo com as cordas e com muita gente empurrando. A baia foi revestida com feno para evitar que ela se machucasse enquanto tentava levantar
Foi muito triste ver ela se debatendo,ficando cada vez mais cansada e não conseguindo ficar em pé, também foi nessa hora que eu percebi como esses animais podem ser perigosos e por isso todo cuidado é pouco. Felizmente depois de um tempo Honey conseguiu se levantar sozinha.
 Também estava lá a égua appaloosa e seu potro Thor, que tinha acabado de nascer, era todo desengonçado e curioso. A mãe também tinha um traqueotubo e estava com secreção nos olhos, já o potro Thor teve uma infecção logo ao nascer mas já estava bem.
Hightec era o nome do mini horse (ou pônei) que chegou com um tipo de asma equina, nós acompanhamos a ultra sonografia para avaliar a função cardíaca.
 Eu nunca tinha visto um cavalo tão esquelético como o Josué, um Árabe branco com uma imunodeficiência.
O coitado estava puro osso e não tinha nada que podia ser feito.   
 Chegou lá também um cavalo Puro Sangue Inglês de um Jockey, o cavalo estava mancando do membro posterior, estava com diarréia, apatia e a noite ainda teve cólica, infelizmente eu não fiquei sabendo o que ele tinha porque voltei para São Paulo, mas até agora estou curiosa!
O último animal foi uma vaca muito magra e com o rosto coberto por sangue e miíase (larvas de mosca), espero que ela não tivesse dono porque deixar um animal naquele estado é muito desumano. Nos falaram que ela teve um tumor no rosto e a miíase destruiu seu olho. Coitada!
Eu amei essa semana de estágio, gostei de trabalhar com Grandes Animais e aprendi muuito com os residentes e estagiários da clínica!  todos foram muito simpáticos, atenciosos e pacientes, responderam as nossas perguntas e nos ensinaram com muita boa vontade!
Uma das minhas metas para esse ano é focar no que eu vou querer trabalhar.
 Pequenos, Grandes, silvestres,clínica, dermato, neuro, cirurgia, patologia e etc... tem tantas áreas que vai ser difícil escolher.






quinta-feira, 24 de novembro de 2011

SUGE: Úlcera em Equinos

Oi gente! estamos agora na chamada Semana do Terror (ou seriam semanaS ?)
são as semanas das últimas provas e o difícil é se concentrar pra elas com a cabeça já de férias!
Mas hoje não vim exatamente pra falar sobre a semana do terror mas sim sobre um trabalho que fizemos pra aula de fisiologia sogre SUGE ou Síndrome da Úlcera Gástrica em Equinos.
É incrível a incidência de úlcera gástrica em equinos atletas, nosso trabalho foi levantar teorias que explicassem esse fato.
A Alimentação com concentrado associado ao Estresse  foram as maiores fatores  analisados, ambos poderiam ser atenuados com práticas de manejo preventivo.
A úlcera ocorre quando os fatores agressivos do suco gástrico, como o ácido clorídrico e as enzimas digestivas conseguem vencer os fatores de proteção da mucosa gástrica, formando uma lesão.
Os cavalos evoluíram como secretores contínuos de ácido, o que não acontece com o estômago humano que só secreta ácido quando há estímulo alimentar.
Essa adaptação dos equinos pode ser explicada pelo seu comportamento de estar continuamente se alimentando.
Sem problemas para aqueles animais no pasto que podem se alimentar livremente, agora em animais estabulados ou que trabalham intensamente e são desprovidos de alimento por muito tempo os níveis de secreção de ácido clorídrico é aumentada.
A alimentação com alto concentrado também é um fator que pode predispor a úlcera
Isso associado com o uso de antiinflamatórios e analgésicos, que diminuem a síntese de prostaglandinas, essenciais para a proteção gástrica, faz o aparecimento da úlcera uma certeza.
A síntese de prostaglandinas também é diminuída pelo stress.
O Stress é estímulo para a liberação dos hormônios Adrenalina e Cortisol, Cortisol inibe síntese de prostaglandinas, sendo a PG-E a mais relacionada com a proteção gástrica.
É importante um bom aporte sanguíneo na região gástrica pós é do sangue que são retirados os fatores que protegem a mucosa da ação corrosiva do HCl.
Como o Hormônio Adrenalina, liberado durante o stress, causa vasoconstrição de órgãos internos (consequentemente do estômago)  o aporte sanguíneo é diminuído, contribuindo para a fragilidade da mucosa.
No exercício físico o sangue é bastante direcionado para a musculatura, o que gera menos aporte sanguíneo para o estômago, agravando o caso.
São fatores de stress para os equinos atletas, os treinamentos, o tempo estabulados, os transportes, o ambiente das competições.
Cavalos Felizes!
Todos esses fatores explicam o fato da maioria dos cavalos de alta performance terem problemas com úlceras enquanto que a frequência da doença em animais menos exigidos é bem menor.
Sintomas da úlcera são cólica, falta de apetite, má condição física,alterações comportamentais, má performance
A prevenção seria com medidas de manejo que visassem o fornecimento constante de feno para os animais estabulados, medidas de bem estar animal procurando diminuir o estresse dos animais.
Agradecimentos: SUSANA MARCHETTI, vlw Su! ;D



quarta-feira, 16 de novembro de 2011

BERA

Oi gente! já estava ficando com saudades de escrever aqui no blog!
Nesse post eu falei sobre a anatomofisiologia da audição e, como prometido, hoje vou falar sobre o BERA e sobre o meu projeto de iniciação científica.

O BERA, ou Potencial Auditivo Evocado de Tronco Encefálico é um teste eletrodiagnóstico não invasivo que capta e registra a atividade elétrica da via auditiva desde a cóclea até o tronco encefálico, proveniente da estimulação da orelha por meio de um estímulo sonoro em forma de cliques.
O estímulo sonoro captado pela orelha é transformado na cóclea em estímulo elétrico que viaja pelo Nervo Vestibulococlear gerando um potencial que será captado pelo aparelho e transformado em um traçado.
O teste é feito colocando-se eletrodos subcutâneos (semelhantes a agulhas de acupuntura) em posições específicas da cabeça do animal enquanto que fones de ouvidos emitem estímulos sonoros como cliques.
é rápido e indolor e os cães normalmente não se incomodam com os eletrodos.
Esse é o mesmo teste feito em recém nascidos na Medicina Humana, mas pode ser realizado em qualquer espécie animal, no meu caso estudamos em cães.
 Ele é utilizado para diagnosticar déficits de audição, como surdez unilateral e bilateral e surdez congênita, comum em algumas raças caninas como o dálmata e boxer.
Acredita-se que a surdez congênita está associada à pelagem branca e à coloração azul dos olhos.
O BERA também é utilizado para se estudar o limiar auditivo de animais e a ototoxidade de medicamentos.
Traçado Típico
   Um traçado típico de um cão que ouve bem apresenta 4 ondas, são elas as ondas I, II, III e V (a onda IV dificilmente pode ser diferenciada da onda III,normalmente aparecem juntas em cães)
cada uma dessas ondas está associada a uma estrutura do tronco encefálico, a falta, atraso ou alteração de alguma das ondas pode ser indicativo de lesão, como um tumor ou uma otite que impeça o percurso do estímulo sonoro até a cóclea (nesse caso normalmente observamos atraso no aparecimento das ondas).
O aparelho consegue diferenciar a atividade elétrica proveniente da via auditiva e descartar interferências como a contração de um músculo por exemplo, porém no caso de um animal muito agitado ou tenso o traçado não vai ficar bom de ser analisado, para esses casos recomenda-se a sedação.
No meu projeto procuramos estudar se a sedação vai interferir no BERA, para tanto fazemos o teste nos cães acordados e depois sedados e comparamos o tempo de aparecimento de cada onda para analisarmos se houve qualquer alteração.
Surdez Unilateral
A sedação é feita com a administração intramuscular de 0,05 mg/kg de Acepromazina e 0,5 mg/kg de Morfina
as sedações tem sido muito boas, e os cães voltam rapidamente.
Os cães utilizados no projeto são de proprietários que nos autorizaram realizar o teste nos animais e do canil da faculdade.
Fizemos em 10 cães, faltam mais 6 animais, porém até agora, não observamos alterações significativas nos exames, indicando que a sedação não interfere no exame.
Participar desse experimento tem sido uma experiencia muito valiosa para mim, tenho aprendido a calcular as doses e administrar os fármacos, tenho estudado bastante a anatomofisiologia da audição, como se realiza o BERA, e como funciona a pesquisa científica.

Os testes são realizados na Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da UNESP de Botucatu.
 Se você tiver um cão jovem, de qualquer raça, em Botucatu ou Região e quiser participar da pesquisa por favor entre em contato comigo, ficarei imensamente agradecida pela ajuda!
Para mais informações é só acessar este site 

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Mesa Redonda Leishmaniose

Fiquei super feliz em saber que vai ter uma "Mesa redonda" com o tema Leishmaniose!
Eu nem gosto desse tema né,magina! rsrs
Estou ansiosa pra saber o que será discutido lá
depois eu conto pra vocês!

sábado, 10 de setembro de 2011

Dr House 1x17 "Role Model" toxoplasmose,um fungo??

Eu adoro assistir "Dr House" como forma de passar as longas 3 horas e meia entre Botucatu e São Paulo
Pra quem não sabe esse é um seriado médico onde o protagonista, o doutor House,é um médico genial,sarcástico e cético que resolve apenas os casos mais misteriosos.
O último que eu assisti foi o episódio 17,da primeira temporada, nesse episódio o House 
atende um político que desmaia logo depois de um discurso, Dr House pede que seja feita
uma biópsia cerebral na busca de um diagnóstico.
O resultado é uma toxoplasmose, surge então a possibilidade do político ser aidético,uma vez que toxoplasmose sozinha normalmente não causaria os sintomas do paciente.
Quando Dr Foreman vai explicar para o paciente o que é a doença ele comete um erro ao falar que toxoplasmose é um FUNGO,na verdade, toxo é um PROTOZOÁRIO.


Eu achei incrível esse erro, como que o House deixa o Foreman falar um negócio desses??

Toxoplasmose,como bem disse a wikipédia," é uma protozoonose de distribuição mundial. É uma doença infecciosa, congênita ou adquirida, causada pelo protozoárioToxoplasma gondii. Ocorre em animais de estimação e produção incluindo suínoscaprinosaves, animais silvestres, gatos e a maioria dos vertebrados terrestres homeotérmicos (bovinossuínoscabras, etc.). Acarreta abortos e nascimento de fetos mal formados.
gato e outros felinos, que são os hospedeiros definitivos, estão relacionados com a produção e eliminação dos oocistos (ovos) e perpetuação da doença, uma vez que somente neles ocorre a reprodução sexuada dos parasitos. Eles ingerem os cistos que estão nos tecidos dos animais homeotérmicos, principalmente dos ratos e pássaros.
A toxoplasmose pode ser adquirida pela ingestão de água e/ou alimentos contaminados com os oocistos esporulados, presentes nas fezes de gatos e outros felídeos, por carnes cruas ou mal passadas, principalmente de porco e de carneiro, que abriguem os cistos do protozoário Toxoplasma gondi.
Não existem exames que detectam se os gatos possuem ou não o protozoário Toxoplasma gondii;
 As mulheres grávidas devem evitar o contato com fezes de gatos, pois estas podem conter oocistos, não ingerir água de origem desconhecida e sem estar fervida, nem carne crua ou mal cozida durante a gravidez. No caso dos gatos, lavar as caixas com água, ferver frequentemente e nunca tocá-las por mãos sem luvas. Alimentar os gatos com comida enlatada, ração, água fervida ou filtrada, não lhes permitir caçar animais também reduz o risco e nunca alimentá-los com carne crua ou mal passada."
Desculpa a preguiça de formular um texto usando outras fontes,mas creio que esse texto da wikipédia
é bastante confiável 
(pelo menos eu não encontrei erros,por favor me avisem encontrar! ;]) 



quarta-feira, 13 de julho de 2011

Leishmaniose e a Eutanásia


Preparem-se para um tema controverso!
Já falei sobre a Leishmaniose aqui,mas em vista da confusão que é a eutanásia resolvi escrever sobre isso,
me baseando não na minha opinião própria,mas em estudos de autoridades como André Luis Soares da Fonseca. 
A leishmaniose é uma doença transmitida pelo mosquito flebotomíneo contaminado com protozoários.
 Os hospedeiros principais são roedores,homem e o cão, esses últimos são picados quando o flebotomíneo sai de seu ciclo silvestre natural e invade o meio urbano,ou quando o homem e cão adentram o meio rural.
 Há relatos da doença em diversos países,no Brasil atinge as regiões Norte,Nordeste,Centro Oeste,regiões do Estado Sudeste e até o Sul com menos frequência,sendo o Estado de Tocantins o mais atingido.
O cão infectado e não tratado é fonte de contaminação para outros mosquitos que o picarem por isso no Brasil, como forma de combater a doença, é realizada a eutanásia dos cães soro positivos.
No teste feito para identificação dos cães contaminados não se faz distinção das formas viscerais e cutâneas da doença,e também não há distinção dos efetivamente doentes e dos vacinados.
O teste sorológico ainda pode dar reação cruzada com outras doenças,assim até uma verminose pode dar positivo para leishmaniose.
É claro que a eutanásia dos cães é uma medida de prevenção,porém o que acontece em muitos casos é que os donos ,por motivos afetivos,escondem os cães.
A Leishmaniose tem tratamento e este deve ser feito para o resto da vida do animal.
O cão tratado alberga os protozoários no organismo mas não apresenta os sintomas da doença e não é risco de contaminar outros flebotomíneos.
Mas se ele ainda tem os parasitas no organismo como que não é risco de contaminação?
A resposta é a Premunição,ou seja,a presença dos protozoários funciona como vacina,estimulando a resposta imune e mantendo a população parasitária baixa,sendo assim o animal tem pouquíssimas chances de se transmitir a doença.
No Brasil o tratamento dos cães é proibida.
Diante da expansão da doença em todo território nacional,me pergunto a eficácia da eutanásia
Para se ter noção na Europa não há a eutanásia porque "não existem trabalhos científicos que comprovem a eficácia da eutanásia,e há vários trabalhos que demonstram que o animal tratado perde muito significativamente o risco de tornar-se um transmissor"
Então qual seria um método eficaz de combate a doença?
Existem a  vacina leishmune,a coleira Scalibor (que funciona como repelente dos mosquitos),repelente elétrico nas tomadas,entre outros.
A leishmaniose é um problema de saúde pública e como tal deveria haver a mobilização do governo no combate dos flebotomíneos que adentram nosso ambiente urbano,assim como é feita a campanha contra dengue,afinal ninguém sai por aí eutanasiando pessoas com dengue,certo? 
Uma vez que os cães que mais serão risco de contaminação para os mosquitos palha são aqueles de rua que os agentes de saúde nem saberão que são contaminados,por isso outra medida de combate a Leishmaniose (e tantos outros problemas) é a castração.

Muitas das informações foram tiradas do blog da Camilli





sexta-feira, 10 de junho de 2011

Pulgas

As pulgas são insetos que podem parasitar uma grande variedade de animais,porém cada espécie de pulga possui um hospedeiro de predileção. 
Essa simpática pulga é do gênero Ctenocephalides spp.,que parasita nossos cães e gatos.
Dificilmente um cão ou gato nunca tenha pego pulga , e quem já tentou se livrar delas  sabe que não se trata de uma tarefa fácil.
 As pulgas causam intenso desconforto nos animais pelo fato de as adultas se alimentarem exclusivamente de sangue,e a sua saliva é causa da irritação na pele do animal,em grandes infestações os animais podem ter anemia,além de que elas também são transmissoras de Dipylidium caninum, um tipo de Tênia,quando os cães acidentalmente engolem as pulgas no ato de se coçar (sim,isso acontece! e é comum).
 Os animais pegam pulgas nos passeios,em parques,praças muito frequentados por outros animais e pelo contato direto com cães e gatos infestados.
Muitas vezes os donos só percebem que seus animais estão com pulga quando esta já está sendo um grande incômodo,o cão e gato se coça muito e a sua casa já está infestada. 
Vale a pena estar sempre de olho na pele e pêlo do animal, a procura das fezes das adultas,que são pequenos pontos pretos,normalmente bem fáceis de serem visualizados. 
 O grande problema das pulgas é a DAPP ,dermatite alérgica à picada de pulga.
Essa doença é muito comum e  é causada por uma reação alérgica que alguns animais apresentam devido à saliva das pulgas,é caracterizada por uma coceira intensa.
O animal ao se morder para aliviar a coceira,chega a se machucar, perdendo pêlos,formando crostas e irritação na pele.Normalmente os sinais aparecem na parte interna da coxa e do abdômen e ao longo da espinha dorsal e dos quartos traseiros. 
  O ciclo de vida delas é simples,o animal volta do passeio com as pulgas adultas que pularam nele durante o passeio,estas se alimentam de sangue,copulam,as femeas fazem postura dos ovos e estes por não serem aderidos podem cair no ambiente,no ambiente os ovos eclodem,dando origem a larvas que se alimentam de matéria orgânica até se enpulpar , são as pulgas recém saídas do pulpário que reinfectam os animais. 
As pulgas só saem das pulpas quando presentem a aproximação do animal,demonstrando a alta adaptabilidade desses insetos,os pulpários podem ficar válidos até um ano no ambiente. É comum que depois que a família volta das férias (e leva seu animal) as pulgas famintas pulem no ser humano,mostrando a baixa especificidade parasitária desses insetos.
Vale lembrar que as pessoas podem eventualmente ser picadas,porém isso só acontece se não tiver outra fonte de alimento (cão ou gato).
Como as formas imaturas estão no ambiente,e são as pulgas que acabaram de sair do pulpário que reinfectam os animais,o AMBIENTE é a principal fonte do parasitismo.
As pulgas adultas que estão no animal representam apenas 5% da população total,as outras 95% estão escondidas nos carpetes,nas frestas de madeira e dos pisos.
É por isso que no caso de grandes infestações tratar apenas os animais com anti pulgas NÃO resolve.
  Existem diversos produtos no mercado para o tratamento e controle de pulgas,como Shampoos,sprays,coleiras com produto anti-pulga.
Existem produtos adulticidas,aqueles que matam apenas a pulga adulta e produtos inibidores do crescimento,estes impedem o desenvolvimento dos ovos e larvas,interrompendo o ciclo da pulga.
devemos ter cuidado na escolha para não comprar um produto tóxico, ou ineficiente,que controle somente os adultos por exemplo.
no caso de shampoos não pode-se deixar o animal lamber o produto. 
O melhor tratamento será aquele que combina esses produtos com a dedetização do ambiente,que pode ser feita com produtos anti-pulgas específicos,veterinários, para o ambiente ou com a dedetização feita por uma empresa,nesse caso o cuidado que deve ser tomado é para tirar o cão ou gato do local por pelo menos 48 horas.
 Para nos certificarmos que nossos animais estejam livres de pulgas é interessante tomarmos medidas como:
-aplicar anti-pulgas regularmente (regularidade depende do produto)
-limpar as cobertas e lugar onde o animal dorme
-higiene do animal
-Calafetar frestas de madeira e de piso
-limpeza de carpetes
 Com essas simples medidas podemos manter nossos animais e nossa casa livres das odiadas pulgas.

domingo, 22 de maio de 2011

Fungos

Não sei quanto a vocês,mas quando eu comecei a fazer a matéria de microbiologia eu percebi que não tinha muita noção de como um fungo entrava no nosso organismo e causava as micoses ou como eles se reproduziam. Estudar sobre eles foi bem interessante então eu achei legal passar um pouco sobre o que é um fungo,já que,diferente de uma bactéria ou um vírus,ninguém dá muita importância para os fungos mas o que eu percebi é que eles podem provocar lesões horríveis,muitas vezes fatais.
Pra começar os fungos não são nem vegetais nem animais, são organismos eucariotos (diferente das bactérias e vírus),se alimentam de matéria orgânica,que pode ser a laranja na sua fruteira ou a sua pele.
Estão presentes no solo,na água,nos vegetais ou fazem parte das floras normais do organismo.
São muito importantes decompositores do material orgânico no solo e muitos estão adaptados a vida parasitária,e como tal conseguem burlar o nosso sistema imunológico.
Alguns possuem uma forma filamentosa,é só pensar no bolor,nesta forma o fungo emite Hifas que tem diversas funções,respiratória,sustentação,reprodução e etc. As hifas apresentam diversas morfologias.Outros fungos apresentam forma leveduriforme,normalmente arredondadas.Os fungos ditos Dimórficos apresentam ambas as formas.
Existem diversas maneiras de um fungo penetrar no nosso organismo,muitas vezes os fungos que causam doenças são dimórficos e nos contaminam em sua fase filamentosa e ao penetrarem o organismo se tornam leveduriformes.Existem aqueles que são inalados,outros  inoculados no organismo por arranhadura ou por secreções.
Os fungos causadores de patologias são divididos em Fungos Oportunistas e Fungos patogênicos.
A nossa pele é habitada por muitos microorganismos (fungos inclusive) que normalmente estão lá de maneira benéfica,mas caso haja uma queda do nosso sistema imunológico alguns desses fungos podem se proliferam demasiadamente,causando micoses.Esses são chamados Fungos Oportunistas.
Um bom exemplo é a Malassezia pachydermatis.Esta levedura faz parte da micro biota normal da pele de homens e animais mas é comum este fungo se proliferar na pele causando reações de Hipersensibilidade,devido à alergia,o que causa coceira no animal,muito comum também é a levedura se proliferar no conduto auditivo,podendo ser a causa das odiadas Otites.
Um fungo interessante é  o Sporothrix schenckii.Este é um fungo parasita acidental,encontrado principalmente no solo mas que pode causar lesões se for implantado na mucosa da pele por arranhaduras.As lesões podem ser bem feias,e estão restritas ao local de inoculação.Bastante comum em gatos por seu comportamento de afiar as garras nas árvores e depois brigar entre si.Pode também parasitar o seu humano,nesse caso é uma doença ocupacional,(jardineiros,veterinários e entre outros profissionais) e de donos de gatos com sporotricose.Caracterizando uma ZOONOSE.

Os fungos ditos patogênicos parasitam sem diferença ao estado imunológico do indivíduo.Podem causar sintomas sistêmicos,(principalmente pulmonares ou neurológicos) ou cutâneas.Para ilustrar estes tipo de micose temos a micose sistêmica de maior prevalência no Brasil em humanos,a Paracoccidioidomicose,causada por Paracoccidioides brasiliensis.
Esta é uma doença predominantemente da zona rural do país,acomete muitos agricultores quando estes trabalham na terra e inalam os esporos infecciosos,estes se tornam leveduriformes e vão para o trato respiratório,podendo causar lesão aí ou ser disseminados pela via hematogênica e vir a causar granulomas em diversos tecidos,gerando destruição celular,o  fungo pode também se implantar no tecido epitelial causando diversas lesões cutâneas.
Alguns fungos também liberam mico toxinas que podem contaminar alimentos armazenados de forma inadequada e ao serem ingeridos causam intoxicações bastante severas.
É importante comentar que as micoses são de difícil diagnóstico,normalmente não é o primeiro “chute” do Médico e nem do Médico Veterinário.São também de difícil tratamento,pela proximidade do fungo ao seu hospedeiro animal e muitas vezes os poucos produtos no mercado são tóxicos para o animal,além do tratamento ser caro e muito longo.

Melhor não entrar muito em detalhes já que esse post já ficou longo demais.
Parabéns pra você,fiel leitor,que chegou até o final!

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Verme do Coração-Filariose

Prova de parasitologia chegando de novo e me deu inspiração pra falar (bem resumidamente) desse "verminho" temido por muitos! o "Verme do Coração"
O parasita responsável pela filariose é o Dirofilaria immitis,são vermes nematódeos (assim como a lombriga) que habitam as veias e coração de canídeos,o homem e o gato não são bons hospedeiros para o parasita.
As larvas infectantes para o cão são transmitidas por mosquitos (Anopheles,Aedes e Culex)
No lugar da picada há a inoculação de larvas infectantes imaturas que se desenvolvem nos tecidos abaixo da pele.Quando os vermes atingem o estágio maduro migram para a corrente sanguínea até o seu local de predileção,a Artéria pulmonar podendo atingir também os átrios e ventrículos.
Os vermes adultos se alimentam do endotélio das veias e geram larvas (ao invés de ovos) que chamam-se microfilárias,estas circulam pelo sangue e são ingeridas pelo mosquito quando este se alimenta do sangue dos cães infectados,o mosquito então fecha o ciclo ao picar e contaminar outros cães.
Os vermes causam inflamação na parede da artéria,gerando hipertensão e fibrose na mesma,que deixa de pulsar,movimentando o sangue.
A hipertensão força o coração a trabalhar mais,causando hipertrofia (aumento de tamanho),porém as válvulas cardíacas não acompanham este crescimento,acarretando em sopro.Todas as alterações levam a não circulação correta do sangue causando anóxia (falta de oxigênio) no fígado,gerando insulficiência hepática.
O sangue parado nas veias resulta em extravasamento de líquidos para os tecidos do animal (Edema).
Os vermes levam à formação de trombos (Espessamento do revestimento das veias devido à resposta imunológica) estes trombos podem se soltar e entupir as veias.
Estes sintomas variam quanto ao grau de infecção,podendo animais sem muitos vermes não apresentarem sintomas.
O diagnóstico baseia-se nos sinais clínicos e por exame de sangue,onde deve-se procurar pelas microfilárias no sangue.
Caso seja diagnosticado filarióse,não se deve aplicar grandes doses de vermífugo,uma vez que os vermes morrerão dentro das veias,podendo então entupi-las,levando o cão à morte.
A aplicação de Anti-helmíntico deve ser gradual.
Há prevalência do parasitismo em áreas litorâneas,onde há grande número de mosquitos transmissores,porém a doença não restringe-se ao litoral,regiões montanhosas tem considerável importância.Não há grande incidência da doença em São Paulo

Caso leve seu cão à praia recomenda-se administrar vermífugo 1 mês após a volta,enquanto as larvas ainda estão se desenvolvendo nos tecidos subepiteliais.