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terça-feira, 5 de março de 2013

Rodízio e Quarto ano

Oláaa queridos leitores!
Admito que andei sumida, mas tem bons motivos, juro!
     A culpada, como sempre, se chama Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ), mas o problema não são as provas, não é nem a minha Iniciação científica ou o Grupo de estudos de zoonoses que eu tenho participado, nãão, o problema mesmo são os rodízios do quarto ano, vou explicar!
     Querido leitor, eu já estou no quarto ano, como o tempo passa! eu comecei o blog quando eu estava no comeciinho do segundo ano! dois anos de blog!!! =D
       No quarto ano da unesp de Botucatu nos temos aulas de manha e a tarde temos rodízios, onde a turma se divide em grupos e cada um passa um período nos diversos departamentos do Hospital Veterinário (HV), ou seja, passamos pela clínica de pequenos animais, clínica de grandes, cirurgia de pequenos, de grandes, moléstias infecciosas, laboratório clínico e etc, são muitos lugares e memória é pouca!
       Durante esse período em que ficamos nos departamentos, acompanhamos ao máximo a rotina, finalmente colocamos a mão na massa de verdade!
aaah como eu esperei por esse momento! huahua
Nesse período a minha turma de rodízio (turma B!) está na cirurgia de pequenos animais, o rodízio mais pesado de todos. Nós podemos até ter menos aulas, o que é ótimo por que 4 horas de aula de manha e mais 4 a tarde é de matar!, mas  o cansaço é grande, principalmente por que nem sempre temos horário de sair do hospital. Outro dia cheguei em casa as 21 horas depois de uma cirurgia para retirada de fecaloma que atrasou muito e deu nisso, e o que eu mais queria era a minha cama.
Calma, a gente não faz as cirurgias! quando estamos no centro cirúrgico no máximo nós auxiliamos os residentes e fazemos procedimentos simples, e no ambulatório nós chamamos os animais, fazemos a anamnese e exame clínico, depois chamamos o residente. Super divertido!
O nosso próximo rodízio vai ser no departamento de Moléstias infecciosas, já estou me preparando para altas emoções!
vou começar desde já pedindo, por favor, vacinem seus cães!! muuitos proprietários não sabem disso, mas anualmente temos que vacinar todos os nossos cães com a vacina V10 (ou V8) E a vacina antirábica, todo mundo lembra da raiva, mas pouca gente lembra da V10 e ela é muito importante.   Outra coisa, façam controle de carrapatos, nós pegamos vários casos de suspeita de erlichiose (doença do carrapato), e atentem para sinais de apatia e mucosas pálidas.
Vou aproveitar para divulgar o novo curso do GEZOSP (grupo de estudos de zoonoses e saúde pública), vai ser imperdível! ótimos palestrantes e tema super atual.

 













Ai que saudade do Xeli!!
 sonhei com ela esses dias!  



quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Mesa Redonda Leishmaniose

Fiquei super feliz em saber que vai ter uma "Mesa redonda" com o tema Leishmaniose!
Eu nem gosto desse tema né,magina! rsrs
Estou ansiosa pra saber o que será discutido lá
depois eu conto pra vocês!

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Leishmaniose e a Eutanásia


Preparem-se para um tema controverso!
Já falei sobre a Leishmaniose aqui,mas em vista da confusão que é a eutanásia resolvi escrever sobre isso,
me baseando não na minha opinião própria,mas em estudos de autoridades como André Luis Soares da Fonseca. 
A leishmaniose é uma doença transmitida pelo mosquito flebotomíneo contaminado com protozoários.
 Os hospedeiros principais são roedores,homem e o cão, esses últimos são picados quando o flebotomíneo sai de seu ciclo silvestre natural e invade o meio urbano,ou quando o homem e cão adentram o meio rural.
 Há relatos da doença em diversos países,no Brasil atinge as regiões Norte,Nordeste,Centro Oeste,regiões do Estado Sudeste e até o Sul com menos frequência,sendo o Estado de Tocantins o mais atingido.
O cão infectado e não tratado é fonte de contaminação para outros mosquitos que o picarem por isso no Brasil, como forma de combater a doença, é realizada a eutanásia dos cães soro positivos.
No teste feito para identificação dos cães contaminados não se faz distinção das formas viscerais e cutâneas da doença,e também não há distinção dos efetivamente doentes e dos vacinados.
O teste sorológico ainda pode dar reação cruzada com outras doenças,assim até uma verminose pode dar positivo para leishmaniose.
É claro que a eutanásia dos cães é uma medida de prevenção,porém o que acontece em muitos casos é que os donos ,por motivos afetivos,escondem os cães.
A Leishmaniose tem tratamento e este deve ser feito para o resto da vida do animal.
O cão tratado alberga os protozoários no organismo mas não apresenta os sintomas da doença e não é risco de contaminar outros flebotomíneos.
Mas se ele ainda tem os parasitas no organismo como que não é risco de contaminação?
A resposta é a Premunição,ou seja,a presença dos protozoários funciona como vacina,estimulando a resposta imune e mantendo a população parasitária baixa,sendo assim o animal tem pouquíssimas chances de se transmitir a doença.
No Brasil o tratamento dos cães é proibida.
Diante da expansão da doença em todo território nacional,me pergunto a eficácia da eutanásia
Para se ter noção na Europa não há a eutanásia porque "não existem trabalhos científicos que comprovem a eficácia da eutanásia,e há vários trabalhos que demonstram que o animal tratado perde muito significativamente o risco de tornar-se um transmissor"
Então qual seria um método eficaz de combate a doença?
Existem a  vacina leishmune,a coleira Scalibor (que funciona como repelente dos mosquitos),repelente elétrico nas tomadas,entre outros.
A leishmaniose é um problema de saúde pública e como tal deveria haver a mobilização do governo no combate dos flebotomíneos que adentram nosso ambiente urbano,assim como é feita a campanha contra dengue,afinal ninguém sai por aí eutanasiando pessoas com dengue,certo? 
Uma vez que os cães que mais serão risco de contaminação para os mosquitos palha são aqueles de rua que os agentes de saúde nem saberão que são contaminados,por isso outra medida de combate a Leishmaniose (e tantos outros problemas) é a castração.

Muitas das informações foram tiradas do blog da Camilli





segunda-feira, 28 de março de 2011

Leishmaniose Visceral

Oi Gente!

amanhã nós temos prova de parasitologia e achei interessante falar um pouco (e beem resumidamente) sobre a leishmaniose visceral,devido a sua importância como zoonose!
A Leishmaniose visceral ou calazar é uma importante zoonose causada pelo protozoário Leishmania chagasi.Este protozoário pertence a família trypanosomatidae assim como o responsável pela doença de chagas.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde,a incidência anual da doença é de cerca de 500 000 casos.
Nos cães provoca uma enfermidade cronica,frequentemente fatal.
Além disso,cães infectados são a única fonte de infecção para os mosquitos flebotomínios,e,consequentemente,de infecção para o homem.
Nos hospedeiros vertebrados,os parasitas são encontrados no interior de células do Sistema Mononuclear fagocitário, linfócitos e plasmócitos de visceras como o baço,medula óssea,linfonodos e fígado.O mosquito vetor contrai a leishmaniose ao ingerir macrófagos infectados.
A doença nos cães pode se apresentar de forma assintomática,nesses casos a doença também evolui e leva o animal a óbito em menos de um ano.
Na forma sintomática,as manifestações clínicas são as de uma enfermidade crônica e debilitante que evolui para caquexia e morte.
Os sinais clínicos podem ser:
-emagrecimento associado a anemia
-surgimento de áreas sem pêlos localizadas ou generalizadas
-aparecimento de ulcerações crostosas em fucinho,orelhas e extremidades
-crescimento exagerado das unhas
-presença de edema e ascite
-dermatites cronicas
muitos cães desenvolvem lesões renais e hepática
A leismaniose visceral é uma enfermidade típica de zonas rurais,no Brasil os principais focos concentram-se no nordeste e sudeste.
A tentativa de tratamento tem sido considerada uma das causas que leva ao fracasso do controle da doença,por isso o Ministério da Saúde estabeleceu uma lei que proíbe a administração de certos fármacos para o tratamento da doença em cães.
A estratégia de controle proposta pela Organização Mundial da Saúde é a eliminação dos cães com sorologia positiva
O que se tem feito para prevenir a picada do inseto flebotomínio é o uso de coleiras impregnadas com inseticidas e o desenvolvimento de vacinas.
No Brasil existe uma vacina da Fort Dodge,segundo o fabricante garante 95% de eficácia contra a doença, porém deve se tomar cuidado com a  vacina pois quando há suspeita de leishmaniose,o Ministério da Saúde realiza um teste chamado RIFI que identifica anticorpos contra o protozoário no animal,quando o cão é vacinado ele apresenta esses anticorpos,o teste então dá positivo e o sacrifício do animal é obrigatório.
Bom,dando agora a minha opnião,a eutanasia dos animais me parece um tanto quanto simplista,e o que eu acho que devia ser feito em larga escala,são medidas de controle ao mosquito transmissor,que por vezes invade nosso ambiente urbano,como está no link:  http://www.artigos.com/artigos/saude/saude-publica/leishmaniose:-o-inimigo-agora-e-outro-16323/artigo/
"Estudos científicos recentes demonstram que os Inquéritos Caninos seguidos do sacrifício do animal doente é uma medida quase que absolutamente ineficaz, de modo que a única solução possível para essa doença é a prevenção e o combate ao mosquito (vetor). "


Apesar de eu já ter ouvido falar de cura total e da mudança de soro positivo para NEGATIVO em cão,o tratamento de doença continua sendo proibido no Brasil.Talvez sejam necessárias mais pesquisas a cerca dessa doença no país para que as medidas corretas sejam tomadas.


Bibliografia: Parasitologia Veterinária - R.L.Coop