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domingo, 27 de outubro de 2013

Contra o câncer de mama em cadelas

Pessoal de São Paulo e região, corram que ainda dá tempo de participar da 2º Campanha  de prevenção do câncer de mama em cadelas!
  O evento acontece dia 27 de outubro das 8 as 18 horas no Parque do Ibirapuera, em frente a ponte de ferro.
Nessa campanha os donos são ensinados a realizar o exame de toque (palpação) das mamas e identificar alterações sugestivas de tumor, como o aumento de volume, vermelhidão e etc.
Na primeira campanha foram atendidos 130 cadelas e 10% destas tinham alguma manifestação do tumor, evidenciando a importância da conscientização e treinamento dos proprietários de fêmeas para a prevenção desse tipo de câncer que não só é muito comum mas também é grande causa de mortalidade de cadelas, a exemplo do que acontece com o câncer de mama em mulheres.
Realização: clínica veterinária Onco Cane com o apoio da Farmaclass Delivery Medicamentos Oncológicos Veterinários


Como prevenir a doença?
A castração precoce das fêmeas ainda tem sido a recomendação para a prevenção dessa doença, além disso, o exame de toque e avaliação periódica das cadelas é de grande importância.
Uma vez que já existe o nódulo (ou nódulos) deve- se proceder o diagnóstico citológico e histopatológico de todos os nódulos para avaliar a malignidade do tumor e assim decidir pelo melhor tratamento.
De forma bastante simplificada, já que a minha intenção é apenas conscientização do público geral, a recomendação é a cirurgia com a retirada das mamas, muitas vezes retira-se a cadeia toda e inclusive os linfonodos, porém cada caso é um caso que deve ser avaliado por um Médico veterinário!
A maioria dos tumores de mama em cadelas aqui no Brasil são malignos, ou seja, têm grande chance de ocorrer metástases, portanto esse tipo de tumor não deve ser ignorado, já que quando diagnosticado precocimente as chances de cura são muito melhores.
Referências

BRODEY, R.S., GOLDSCHMIDT, M.H., ROSEL, J.R. Canine mammary gland neoplasms. J Am Anim Hosp, v. 19,p.61- 90,1983.         [ Links ]
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-84781998000100016&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt
Em homenagem a Xeli!
 Quem acompanha o blog sabe que a Xeli, minha cadelinha teckel morreu  decorrente de complicações desse tumor.
Se soubessemos antes, acredito que muita coisa teria sido diferente.

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Raiva e vacinação


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Olá queridos leitores,
Como andam as carteirinhas de vacinação dos seus pets?
hoje eu vim falar sobre a Raiva, que é uma doença de grande importância em saúde pública e animal.
Você sabia que no mundo todo de 50 mil a 70 mil pessoas morrem por ano decorrentes de Raiva? e que existem apenas 6 relatos de pessoas que sobreviveram a doença após a manifestação dos sintomas?

A raiva é uma doença causada por um vírus, todos os maníferos são susceptíveis, destacando aqui o cão, gato, morcegos e humanos e a maneira mais comum de ser transmitido de um indíviduo a outro é por mordedura ou arranhadura.
Como o vírus tem preferência pelo sistema nervoso central este causa, entre outros sinais, alteração de comportamento, muitas vezes levando a agressividade, por isso do nome da doença. É interessante notar que é essa agressividade que leva o animal a muitas vezes morder e arranhar transmitindo a doença a outros indivíduos.
Os morcegos hematófagos, aqueles que se alimentam de sangue, são os principais responsáveis pelos casos em  bovinos e em equinos, já nos casos humanos os mais importantes transmissores são os cães.
Tendo em vista que a raiva não tem cura, a melhor maneira de nos prevenirmos da doença é através da vacinação em massa de cães e gatos, protegendo assim também os casos humanos.
Estaremos realizando vacinação contra a raiva nas cidades de Lençois Paulista, dia 31 de agosto e Botucatu, de 9 a 13 de agosto.
A vacinação deve ser feita anualmente em todos os cães e gatos apartir de 3 meses de idade, podem ser vacinados inclusive cadelas prenhas e lactantes (aquelas que estão amamentando).
A vacina não costuma causar reações adversas e não há contra indicações.





terça-feira, 5 de março de 2013

Rodízio e Quarto ano

Oláaa queridos leitores!
Admito que andei sumida, mas tem bons motivos, juro!
     A culpada, como sempre, se chama Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ), mas o problema não são as provas, não é nem a minha Iniciação científica ou o Grupo de estudos de zoonoses que eu tenho participado, nãão, o problema mesmo são os rodízios do quarto ano, vou explicar!
     Querido leitor, eu já estou no quarto ano, como o tempo passa! eu comecei o blog quando eu estava no comeciinho do segundo ano! dois anos de blog!!! =D
       No quarto ano da unesp de Botucatu nos temos aulas de manha e a tarde temos rodízios, onde a turma se divide em grupos e cada um passa um período nos diversos departamentos do Hospital Veterinário (HV), ou seja, passamos pela clínica de pequenos animais, clínica de grandes, cirurgia de pequenos, de grandes, moléstias infecciosas, laboratório clínico e etc, são muitos lugares e memória é pouca!
       Durante esse período em que ficamos nos departamentos, acompanhamos ao máximo a rotina, finalmente colocamos a mão na massa de verdade!
aaah como eu esperei por esse momento! huahua
Nesse período a minha turma de rodízio (turma B!) está na cirurgia de pequenos animais, o rodízio mais pesado de todos. Nós podemos até ter menos aulas, o que é ótimo por que 4 horas de aula de manha e mais 4 a tarde é de matar!, mas  o cansaço é grande, principalmente por que nem sempre temos horário de sair do hospital. Outro dia cheguei em casa as 21 horas depois de uma cirurgia para retirada de fecaloma que atrasou muito e deu nisso, e o que eu mais queria era a minha cama.
Calma, a gente não faz as cirurgias! quando estamos no centro cirúrgico no máximo nós auxiliamos os residentes e fazemos procedimentos simples, e no ambulatório nós chamamos os animais, fazemos a anamnese e exame clínico, depois chamamos o residente. Super divertido!
O nosso próximo rodízio vai ser no departamento de Moléstias infecciosas, já estou me preparando para altas emoções!
vou começar desde já pedindo, por favor, vacinem seus cães!! muuitos proprietários não sabem disso, mas anualmente temos que vacinar todos os nossos cães com a vacina V10 (ou V8) E a vacina antirábica, todo mundo lembra da raiva, mas pouca gente lembra da V10 e ela é muito importante.   Outra coisa, façam controle de carrapatos, nós pegamos vários casos de suspeita de erlichiose (doença do carrapato), e atentem para sinais de apatia e mucosas pálidas.
Vou aproveitar para divulgar o novo curso do GEZOSP (grupo de estudos de zoonoses e saúde pública), vai ser imperdível! ótimos palestrantes e tema super atual.

 













Ai que saudade do Xeli!!
 sonhei com ela esses dias!  



quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Pra se pensar!

Uma coisa que me deixa muito triste são pessoas que compram um cão por impulso e depois percebem que ter um cão em casa não é tão fácil e lindo como aparece nos filmes, propagandas e etc.
 Não basta jogar ele no quintal e achar que ele vai se divertir sozinho, ou comprar outro cãozinho pra fazer companhia pro primeiro (pode ajudar, mas as vezes só dobra o problema!), ou comprar um cachorro de presente de natal pra uma criança e achar que ela vai cuidar direito do cachorro. 
Logo logo o filhote cresce, perde a graça e o cão fica em segundo plano, ninguém lembra de dar a atenção devida pra ele e é aí que se instalam os problemas comportamentais. 
São os latidos que não param, a hiperatividade, destruição da casa, agressividade e tantos outros comportamentos que levam a família a inventar uma desculpa esfarrapada pra "se livrar" do cachorro, como a clássica " Vamos nos mudar para um apartamento" ou "A família cresceu" coisas que são possíveis, na maior parte das vezes, de serem administradas e cão e família podem se adequar a nova situação.
Porém, muitas vezes, a família nunca teve o perfil para ter um animal de estimação, então é preferível que alguém mais bem adaptado adote o animal, isso pensando no bem estar de todos. 
A troca de família leva a um grande stress para o cão e poderia ser evitado com a instrução da pessoa que inicialmente adotou/ comprou o filhote, é importante que essa pessoa que quer adotar um animal esteja ciente das responsabilidades que estará trazendo para sua vida.
A começar com a raça do cão, a pessoa pode achar linda a raça x, porém cada uma tem a sua particularidade, uma pessoa sedentária, por exemplo, não deveria comprar um border collie, assim como uma pessoa muito ativa provavelmente se decepcionaria com um cão como o Basset hound. Então é importante a pesquisa prévia caso a pessoa queira um cão de raça. 
É importante também uma caminhada diária (ou mais!), um programa de adestramento básico (nem que sejam 15 minutos por dia), brincadeiras, atenção à saúde e cuidados com a higiene do animal.
Um cão inevitavelmente vai gerar custos, é importante analisar se a pessoa está disposta a arcar com gastos com ração, veterinário, acessórios como coleiras, guias, brinquedos e etc, medicamentos, banho e tosa dependendo da raça entre outros possíveis despesas como móveis e rodapés que um filhote e mesmo um cão adulto podem danificar.
Ter um cão em casa não é fácil, vão haver destruições, sujeiras, gastos e quando ele ficar velhinho vai ser triste e dispendioso tratar os problemas de saúde que inevitavelmente aparecerão. Por isso é necessário que a decisão por adotar um animal seja cuidadosamente pensada por todos os membros da família, para evitar tumultos, brigas e stress para seres humanos e cães.



quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Posse Responsável

Nada como ter um cachorro em casa,poder brincar,cuidar,se divertir com um cachorro,para aqueles que gostam,não tem preço.
Muitas vezes vemos aqueles lindos filhotinhos pra adoção em pet shops,feiras de adoção e impulsivamente queremos leva-los para casa,
O problema é que ter um cão nem sempre é assim tão fácil,eles exigem muitos cuidados como atenção,exercício físico,mental,escovação,sem falar nos gastos com alimentação,com o veterinário e com tantos acessórios que eles necessitam. 
Precisamos lembrar que um dia ele vai deixar de ser um filhote fofinho,vai crescer e aprontar muito,serão muitos móveis destruídos,rodapés roídos, meias e roupas comidas. Além da sujeira no seu quintal, os latidos atrás da porta,os tufos de pêlo no chão....
Então o cão atinge seus 10-14 anos,quando se tornará um idoso e passará a exigir muita dedicação dos donos e cuidados veterinários.
Surdez,cegueira,perda de movimentos,diabetes,convulsões,cardiopatias, entre tantas outras doenças que comumente atinge esses velhinhos,e nós sabemos que tratá-las nem sempre é fácil nem muito menos barato.
São por estes motivos que escolher trazer um cãozinho para nossa casa deve ser uma decisão muito bem pensada,
Milhares de animais são doados ou mesmo abandonados nas ruas por que simplesmente não se "adaptaram" as casas, na verdade, seu donos muitas vezes não pensaram nas necessidades do cão e nas dificuldades que este viria a trazer,eram pessoas muito ocupadas que não conseguiam exercitar seus animais ou educá-los ou que simplesmente descobriram que o filhotinho fofo cresceu e que talvez elas não gostassem tanto assim de cachorros.
Outra causa comum de abandono é quando os filhos não param de encher o saco dos pais querendo um cachorrinho e quando finalmente conseguem, não demora muito para se cansarem do filhote e este fica de lado.
por isso,Pais,não se iludam,quem sempre vai acabar cuidando do cachorro são vocês mesmos!
Os motivos de abandono são muitos,mas a maioria poderia ser evitada com um pouco de pesquisa e autoanálise para descobrir se a pessoa está realmente preparada para ter um cachorro.
Caso não esteja,a pessoa poderia pensar,por exemplo em adotar um gatinho,que é sempre uma opção de mais fácil manejo.